Para acabar com a hegemonia de Schumacher, Alonso. E na corrida presidencial de 2010, o PMDB pode trazer surpresas para o PT e o PSDB.
Quando já perdemos as esperanças de mudanças na Fórmula 1 e Schumacher novamente parece ser o único candidato ao primeiro lugar do pódio, um novo piloto surge para trazer um pouco mais de emoção aos Grandes Prêmios.
Assim como Alonso tem dado trabalho ao alemão, o PMDB pode aparecer com um elemento surpresa na corrida presidencial de 2010.
O elemento atende pelo nome de Aécio Neves. Na quarta-feira, o Estadão trouxe uma reportagem mostrando que o governador de Minas Gerais anda insatisfeito com seu atual partido, o PSDB, e sinaliza a intenção de sair.
Para não causar mais uma crise na já frágil campanha de Alckmin, Aécio desconversa e diz que seu caminho é continuar no partido, mas “tudo pode acontecer”. Sua permanência no partido está vinculada a mudanças estruturais. “Enquanto eu achar que é possível o partido desconcentrar-se e, por mais forte que seja em São Paulo, continuar sendo a melhor alternativa partidária do País, é nele que eu tenho que militar”.
O governador mineiro nunca escondeu a vontade de ser presidente, mas já vê seus planos ameaçados pelo provável bom desempenho de Serra frente ao governo do Estado de São Paulo. Serra e seus aliados devem ser mais fortes do que o discurso pela descentralização e a força de vontade do mineiro.
Aí, a única saída vai ser a troca de partido e o PMDB, partido pelo qual o avô de Aécio tornou-se o primeiro presidente civil após mais de 20 anos de ditadura militar, também tem muito a ganhar se decidir abraçar o projeto de conquista da presidência.
Hoje rachados, os peemedebistas dividem-se entre os opositores ao governo e os oportunistas, que criaram a imagem do partido que vota com quem oferecer mais “benefícios”.
Se decidir assumir um projeto de país, o PMDB passará obrigatoriamente por uma reformulação e poderá novamente posicionar-se como elemento político realmente significante. O partido não lança candidatos à presidência desde 1994, ano em que Quércia ficou em terceiro lugar.
O PSDB ainda deve fazer uma série de mimos e promessas para que o mineiro se acalme e permaneça onde está, mas caso o PMDB consiga realmente seduzi-lo, assistiremos a uma corrida emocionante, disputada palmo a palmo, e possivelmente com mais surpresas, quem sabe até com um apoio de certo partido historicamente de esquerda…
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