Domínio Público


Notas para uma revolução

- Saiam todos de casa, juntos, e fiquem parados na porta (ou portaria).

Esse momento é bem importante e delicado, é quando nasce a revolução. Todo mundo em sua porta (ou portaria), guardião do seu lar, prontos para o nascimento gigantesco daquilo que está por vir. A polícia não teria como combater os cidadãos nesse momento. Há um limbo legal sobre a porta (ou portaria) ser legalmente a sua casa ou não. No questionamento, ganhamos corpo.

- Marchemos, unidos, andando em blocos.

A polícia estará desorientada, depois de tanto tempo que os confundimos com a estratégia do limbo jurídico. Temos corpo, somos massa, e, agora, marchamos. É importante que os líderes impeçam e proíbam as tentações de dispersão ao atender o celular (ou PDA), responder e-mails no blackberry ou mesmo de levar o tocador de músicas digitais. O caminho é direto e a caminhada é reta.

- Aglomeração total na sede da Veja.

Como líder de fato e direito da toda a nossa indignação, nos aproximamos calmamente e ordenadamente para ouvir A Voz. Nada de se organizar no MASP ou no Sambódromo, o caminho tem que ser direcionado a sede para ouvir A Voz. Com as ordens de lá, que serão detalhadas a seguir, continuamos.

Nota aos organizadores: É preciso avaliar cuidadosamente o solo. Caso a aglomeração passe dos 500 mil, a marginal pode ter o buraco reaberto e São Paulo toda vai entrar numa entropia iniciada no prédio da Abril que consumirá a cidade.

- Marcha aos presídios

A diretoria já está definindo qual é o itinerário das visitas aos presídios. De qualquer forma, iniciamos o ataque pelo portão principal. A polícia, nesse momento, estará ao nosso lado (deu certo com o Coronel Dutra?) e vai fornecer as armas. Está definido: duas balas por preso; a primeira: na cabeça; a segunda: no peito. Os presídios femininos serão os últimos a serem visitados, antes será a vez das Febens.

- Reagrupamento na sede da Veja

Depois de visitar todos os presídios e casas de re-sociabilização, a massa volta para a sede da Veja para ouvir A Voz. A diretoria ainda está avaliando marchas similares para a Assembléia e Câmara, com subseqüente marcha à Brasília. Problemas de agenda, budget e de negociações colocam o tópico “on hold”. O comprometimento da polícia também está em aberto nessa questão.

Aguarde novas ordens.


2 Comentários até o momento
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Bom, eu não acredito nesse tipo de revolução e nem comento esses fatos, tem uma explicação lá no Consulta, caso interessem os motivos da minha atitude (radical? sim, pode ser) Bom Carnaval!!! adorei a visita de vcs, vamos ver se não demoram mais tanto tempoooo pra fazer outra, hein??

Comment por Silvia




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