República Federativa do Brasil. Nome pomposo, mas o que significa? Bom, somos uma República, o que, segundo a Wikipedia, é “uma forma de governo na qual um representante, normalmente chamado presidente, é escolhido pelo povo para ser o chefe de Estado, podendo ou não acumular com o poder executivo”. Mais que isso, somos uma República Federativa.
O que nos remete à idéia de Federação, segundo o Houaiss, “substantivo feminino. Rubrica: direito público. União instituída entre Estados independentes para formar uma única entidade soberana [Os Estados passam a ter apenas autonomia, enquanto a federação é a detentora da soberania.]”.
Bacana, mas tem alguma coisa errada nisso aí! Ok tem gente nesse blog que estuda o assunto e tem mais autoridade do que eu para falar a respeito, mas do alto do meu conhecimento limitado do tema, eu fico me perguntando, onde está a autonomia dos Estados nessa República Federativa?
No Brasil, os Estados têm espaço de manobra limitado para legislar. Decidem algumas alíquotas de impostos, sobre obras locais e nomes de ruas e de praças. Quem aí se lembra de uma lei votada em qualquer uma das 27 assembléias legislativas do Brasil que tenha sido alvo de grande debate dada a sua importância? Lembro vagamente de uma sobre pagamento de estacionamento em shopping centers, e só.
E onde está a autonomia das Unidades da Federação se toda semana os governadores vão à Brasília com o pires na mão. O governo federal centraliza grande parte da arrecadação e a distribui ao seu bel prazer, quando não contingência. Toda vez que chega dinheiro vindo de Brasília para qualquer Estado, parece que o presidente, o grande provedor, está sendo generoso e não que esteja cumprindo sua obrigação.
O Tocantins precisa construir uma ponte? Manda o senhor governador ir à capital tentar sensibilizar ministros, parlamentares e burocratas, porque dinheiro para isso não existe em Palmas nem na esmagadora maioria das capitais de Estados brasileiros.
Se somos uma República Federativa no nome, por que não sê-lo de fato? Por que não dar aos Estados a autonomia de fato, para governar, para legislar, para definir prioridades, etc?
Se o povo de São Paulo, por exemplo, decidir – por meio de seus deputados estaduais ou por plebiscitos– mudar as leis de punições a criminosos, ou que se pode dirigir um automóvel a partir dos 16 anos, por que impedir?
Qual o problema se o Pará resolver que jogar lixo na rua dá um mês de cana, desde que seja por via democrática. É bastante questionável a autoridade de quem está Brasília de decidir que a mesma coisa é boa para a Amapá e para o Rio Grande do Sul.
E se o governador do Rio de Janeiro decidir diminuir a maioridade penal? Ora, desde que ele consiga aprovar uma lei sobre o tema na casa parlamentar fluminense, afinal, não somos uma República Federativa? Qual o problema em praticar o nosso próprio nome.
E olhem só, mesmo com os Estados tendo autonomias financeira e legislativa, os nossos parlamentares em Brasília ainda teriam muito que fazer, afinal, é claro que existem coisas que devem ser iguais em todas as Unidades da Federação, se não eles deixarão de fazer parte desse grupo.
Ou então, deixemos de hipocrisia e mudemos nosso nome para República Centralizadora do Brasil. E ponto final.
4 Comentários até o momento
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não entendi oque é uma federação de repúblicas . poderia me explicar melhor?
Comment por pâmela 15 Junho, 2009 @ 10:18 pmgraata
- ODEIO HISTORIA ISSO E UMA MERDA ..♥♥Estou sendu mais do q sincera
Comment por laysla kimberlym da silva fagundes 18 Agosto, 2009 @ 8:19 pmaaaaaaaaaaaaaaaaadooooooooooooooooooro histooooooooooooooooooooooriaaaaaaaaaaaaaaaaaaa
melhor q tah tenduh xD.. achu q to no curso erradooo.. faço contabeis .. mas voooooou pular pra historia
Comment por hosana da cruz soares 27 Setembro, 2009 @ 2:25 amObg pega aaajudaaa !
Xau
Comment por Lorhany 7 Outubro, 2009 @ 7:54 am