Arquivado em: Gerson Freitas Jr., internacional, justiça, liberdade, religião
Os judeus crêem que há cerca de 3.500 anos o povo de Israel cruzou em terra seca o Mar Vermelho. Javé, comovido com o clamor dos hebreus, sob opressão do Egito havia quatro séculos, lhes prometeu seu próprio território, uma lugar onde manava “leite e mel”.
Do compromisso divino assumido com Moisés por meio de uma sarça em chamas à saída do Egito foram-se diversas ameaças e dez pragas. Os egípcios viram gafanhotos devorarem suas plantações, os rios transformados em sangue e seus primogênitos ceifados pelo anjo da morte.
Quando os israelenses já caminhavam pelo deserto rumo à terra prometida, o Faraó enviou seu exército e encurralou os ex-escravos contra as águas do Bahr el-Ahma. Conta a Torá que o mar então abriu-se milagrosamente para que os israelenses passassem. Em seguida, fechou-se sobre os egípcios, que morreram afogados.
Gosto de pensar que as imagens da faixa de Gaza que correram o mundo nesta semana recontam, ao menos no plano simbólico, essa história: a de que não se pode oprimir ou confinar qualquer povo sob os olhos de Deus e de que toda dominação um dia sucumbe ao milagre da libertação. Pena que justamente Israel ainda não tenha aprendido.
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