Domínio Público


Uma nova forma de se conseguir o que quer by Gerson Freitas Jr.
14 outubro, 2006, 11:32 am
Filed under: Cylene Souza, internacional

Nesta semana, acompanhamos um qüiproquó mundial por causa dos testes nucleares da Coréia do Norte.

Apesar das advertências norte-americanas e do vizinho com maior poderio militar – Coréia do Sul, o país do “Eixo do Mal” decidiu prosseguir e adotou a bomba atômica como alternativa para garantir sua soberania e barganhar com as grandes potências mundiais.

De acordo com reportagem de Donald Greenleess, do International Herald Tribune, o exército norte –coreano até que é grande, com um milhão de soldados para uma população de 23 milhões de habitantes. Mas as armas são um problema: oito mil peças de artilharia e dois mil tanques. Elas seriam facilmente destruídas com a tecnologia militar americana ou mesmo sul-coreana.

Sem tempo e sem dinheiro para investir no treinamento dos soldados e em novas tecnologias de guerra, a solução encontrada foi a bomba, que, se um pouco aprimorada, poderá ser lançada por míssil, despendendo muito menos recursos.

Em patamares parecidos, Índia, Paquistão e Irã também adotaram a mesma estratégia e deixaram os donos do mundo de mãos atadas.

Embora sejam potências atômicas, Estados Unidos, Reino Unido, China, França e Rússia ficaram preocupados. Eles conhecem o poder destruidor deste brinquedo bélico e estudam outras saídas para não precisar usá-lo.

As tradicionais não têm surtido efeito.

O Paquistão ignora as ameaças de retaliação e de sanções econômicas e a Coréia do Norte e o Irã mandam avisar que não são o novo Iraque.

Estes países sabem que, por enquanto, estas ameaças não passam de bravatas.

Bush, enfraquecido pela péssima e mal-calculada operação no Iraque, sem solução até hoje, e massacrado por não respeitar os direitos humanos em casos como o de Abu Gharib, não quer se arriscar em um novo conflito.

As sanções econômicas também não parecem uma boa alternativa, já que tornariam estes países mais isolados e provavelmente despertariam um sentimento nacionalista ainda maior, como foi visto recentemente no Líbano: a população saía às ruas para apoiar o Hezbollah.

A nova fórmula para resolver o impasse ainda não foi escrita, mas, para evitar estes dilemas no futuro, as grandes nações precisarão pensar em outras maneiras de fazer política, que passem pelo respeito à soberania dos países com menor poder econômico e mudanças no comércio de armas.

É muita inocência, eu diria até mesmo burrice, acreditar que as armas e tecnologias que você vende para “estes pobrezinhos” não serão aprimoradas e usadas contra você mesmo.Está aí o Bin Laden que não nos deixa mentir.

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