Domínio Público


Perdoa, leitor, a minha inconstância by Daniela Moreira
29 março, 2007, 4:03 pm
Filed under: Análise da Mídia, Daniela Moreira, tempo

Perdoa, leitor, pois não é fácil ser inconstante. Sabe lá o que é, desde pequena, viver o dilema entre o vestido rosa e o azul? E naquele momento final, quando as luzes do parque de diversões começam a se apagar, ter que escolher entre a montanha russa e o carrinho de bate-bate para desfrutar do último bilhete da cartela?

Dentro do seu tempo, nada é trivial. Sabe lá o que é, leitor, aos quinze anos ter que escolher entre baile de formatura ou viagem para o Nordeste? Sabe o que é odiar com todas as forças aquele camiseta ridícula daquela banda cretina que você amava um mês atrás?

Escolher, já sabemos, é sempre renunciar. Mas ser inconstante é mais que apenas renunciar. É sempre se amargurar com a escolha. É mais que se amargurar. É escolher, amar a escolha, e depois se cansar de amar a escolha, de repente, como se cansa daquele moletom velho que foi o seu preferido absoluto durante tantos anos.

Ser inconstante é querer escrever epopéias e cansar no primeiro capítulo. Não porque o texto esteja ruim ou mal-escrito. Simplesmente por cansar. É querer ser maratonista em um dia, comprar tênis novo e camiseta dry fit, e no outro se entregar ao sofá. O mal do inconstante reside no paradoxo entre a certeza da escolha e a convicção do seu abandono.

Talvez por isso, inconstante, tenha me entregue com tanta paixão às planilhas, que são certezas concretizadas, planejamentos bianuais, contratos com o futuro. Que nunca se realizam.

Ser inconstante é ser cinéfilo por dois meses, grunge por quatro semanas, gourmet por sete dias e terminar não entendendo quase nada de cinema, música ou comida. Talvez a inconstância seja realmente um mal do nosso tempo, tão rápido e plural, como dizem por aí. Mas no inconstante, a inconstância é mais forte. Paradoxalmente, é mais constante.

Isso tudo para dizer, leitor, que às vezes, às quintas, resolvo atualizar o blog na sexta e no sábado já mudei de idéia e acho que não tenho mais o que dizer. Tudo isso para dizer, meu caríssimo leitor, que a grande tragédia do inconstante não é outra senão a rotina. É ter que acordar na mesma hora, vestir a mesma roupa, pegar o mesmo caminho e ir pro mesmo lugar, fazer as mesmas coisas, todos os dias.

Perdoa, leitor, se às vezes me rebelo ou me esqueço. Perdoa, leitor, se às vezes me canso de você.  Perdoa, leitor, mas o terror do inconstante é a coluna que se reedita, é a vida que se repete.



Dedos by Eduardo Simões
28 março, 2007, 2:45 pm
Filed under: dia-a-dia, Eduardo Simões, família, pré-julgamentos, sociedade

– Tá vendo aquele cara ali?

– Tô.

– Dá uma sacada na pinta do sujeito. Certeza que deve tirar uns 50 mil o mês brincando, carro do ano, desfila com uma loira maravilhosa. Esse cara não tem do que reclamar da vida.

– É mesmo, acabou de ser promovido, vida de rei. Quem me dera ter a vida que esse cara tem, que me dera viver meia hora que fosse da vida desse cara.

– Pois é, o cara é um felizardo mesmo, sujeito de sorte.

Nisso, o “sujeito de sorte” passa, acena e entra no carro. Apesar de tudo de bom que parece ter à disposição, carrega um semblante preocupado. Apesar dos quase 50 mil mensais, do carro do ano, da “loira maravilhosa” que namora, algo parece preocupá-lo.

Mas como assim? Um cara que tem tudo isso vai se preocupar com o quê? Bom emprego, bom salário, namorada linda. O que mais ele quer?

O que poderia, por céus, preocupar um cara desse? É aquela história, o ser humano é um bicho ganancioso, quando consegue o dedo já não serve mais quer a mão. Mas já dizia a música, não existe na vida coisa mais feia do que gente que vive chorando de barriga cheia.

Sujeito de sorte. Podia pegar a namorada e aproveitar a sexta-feira, ir num bom restaurante assistir a uma boa peça de teatro, mas não. Foi para casa, desabou no sofá. Nem sequer foi ao extenso bar que tem na sala de estar de seu enorme apartamento para tomar uma dose de 12 anos e relaxar.

Parece ter muita coisa em mente. Otário! Eu no lugar dele ia aproveitar, afinal é noite de sexta-feira e há muitas coisas divertidas que um cara jovem, rico e bem-sucedido pode fazer em vez de ficar pensando na vida.

Eu, no lugar dele, ia badalar. Um cara desse, se quiser, pode ter quantas mulheres quiser, independente de namorada. O cara tem tudo que é preciso para ser feliz e aproveitar a vida, mas fica lá sentado, pensando, olhando para o nada. Ah se fosse comigo. Por quê essas coisas não acontecem com as pessoas certas.

Não adianta, Paulo Henrique continua sentado no sofá com cara de preocupado e pensando o que fazer. Negar o empréstimo ao cunhado e provavelmente cortar relações com a irmã, ou emprestar o dinheiro ao cunhado e terminar o namorado e o noivado com a Bruna.

Escolha de Sofia que ninguém que olhasse as aparências e se apressasse em fazer julgamentos poderia imaginar.

É aquela velha história que todo mundo esquece. Quando você aponta o dedo para alguém, sequer percebe que outros três dedos apontam para você.



A violência é outra – II by Gerson Freitas Jr.
27 março, 2007, 4:46 pm
Filed under: Gerson Freitas Jr., jornalismo, violência

“Ando cansada de espreitar da janela de meu carro para ver se o carro vizinho me aponta a metralhadora ou se é apenas um conhecido me cumprimentando”, Lya Luft, em VEJA.

A violência é hoje a maior preocupação dos brasileiros e o ponto mais fraco do governo Lula, segundo pesquisa divulgada neste final de semana pelo Datafolha. Mais do que a miséria, mais do que o desemprego, mais do que a estagnação econômica, é a violência que desassossega.

Em tese, nada mais justo. Da garantia à segurança parte a concepção da formação do Estado, capaz de garantir a preservação da vida, a liberdade de ir e vir e o direito à inviolabilidade da propriedade e de assegurar para si o monopólio da violência. Se o Estado não consegue cumprir esses preceitos, perde legitimidade como tal. E é aí em que reside a importância dessa pesquisa.

A corrida da violência ao topo das preocupações dos brasileiros serviu de convite para buscar estatísticas sobre o crime no País. E, para minha surpresa, me deparei com relatórios oficiais – que julgo minimamente confiáveis – que apontam não para o aumento, mas para a queda da criminalidade, pelo menos no eixo Rio-São Paulo.

Um exemplo. Segundo o Instituto de Segurança Pública do Rio de Janeiro, a taxa anual de homicídios dolosos caiu de 58,6 por 100 mil habitantes, em 1991, para 42,1, em 2005. Trata-se de uma redução de 28,15% em relação ao que víamos há 15 anos! Conclusão: não estamos vivendo nada que não tenhamos vivido pior há quase duas décadas.

Isso não ameniza o fato de que os índices de violência e, particularmente, os de assassinatos, ainda são extremamente altos, entre os maiores do mundo. A questão não é essa, mas sim a disparidade entre violência e percepção da violência. Os gráficos do crime caem, morosamente, mas caem. Os do medo disparam.

Impossível não achar pelo menos parte da resposta para tamanha contradição no trato sensacionalista que mídia tem dado à cobertura de alguns casos, em especial a do garoto João Hélio, barbaramente morto há pouco mais de um mês. 

Não que assassinatos, balas perdidas, estupros e toda a sorte de mazela desse tipo devam ser omitidos. Nunca. Eles precisam, sim, ser denunciados, tais como a enorme ineficiência do Estado na área de segurança pública. O problema é transformar a violência em um espetáculo grotesco, construído sobre a audiência de uma população amedrontada todos os dias pelo que lê e assiste.

Na jornalismo de marketing, pautado pela expectativa do leitor/consumidor e pelos índices de audiência, não importa que a violência esteja caindo. Mais importância têm dados como os publicados pelo Datafolha neste final de semana, um prenúncio de que mais sangue vai jorrar daqui para frente – pelo menos nos tubos de TV e páginas de jornais. Afinal, o show tem que continuar.



Parabéns, pelos seus aniversários by vinacherobino
26 março, 2007, 6:51 pm
Filed under: aposentadoria, Vinícius Cherobino

Fecho a porta. Já é meia noite, passada, merda. Tento não calcular a quantidade de horas que eu teria para dormir se eu conseguir tomar um banho que leve menos de 15 minutos e jantar em menos de 10. Calculo. Merda. Fico irritado por ter calculado, mas me irrita mais o resultado obtido: menos de seis horas. Tento não pensar mais nisso, não quero pensar mais nisso. Ainda não passei da porta.

Entro, perdi oito minutos daqueles reservados para o jantar. Melhor não jantar, acho que vou comer só uma pêra. Minha fome, burguesa, se mata com uma pêra. Penso em quantas as pessoas podem ter a opção de decidir não jantar, não comer por uma vicissitude de tempo, de vontades a serem mortas. Penso naquelas que decidem sobre o que comer, debatendo acaloradamente sobre os melhores ingredientes e os países que eles vêm. Acho engraçado, fico com nojo delas e das preocupações mesquinhas. Logo, me vejo na mesa, sou uns dos que debatem mais fervorosamente. Fico com nojo de mim, agora. Desisto da pêra.

Caminho no estreito corredor até o quarto. Arremesso tudo no chão, raiva de mais um dia de trabalho igual, faculdade igual, gente igual, eu igual, sem rosto. Coloco uma música mais por medo do silêncio, mais como evitar em pensar, do que uma busca de vida. No silêncio, veria a merda que me tornei. Vazio, vazio, vazio. Saco plástico de supermercado voando e fugindo entre os pneus dos carros velozes. Acho uma boa imagem, sorrio. Fico mais irritado, já usaram. Fico mais irritado ainda por que não lembro quem usou, memória de merda. Acho que foi um samba. Samba moderninho. Merda.

Sento na cama, sem colchão. Ele deveria chegar nessa semana, mas as coisas não funcionam assim como vendem os vendedores. É só nesse momento que funciona: o comprador compra, o vendedor vende. Mas o entregador não entrega e o montador não monta. Toda a burocracia de sempre. Fico irritado mais ainda por ter esse tipo de preocupação, por discutir isso nos meus almoços, profissionais, regados ao azeite do mar cáspio e de muito entrementes. O nojo vira ânsia. Lembro dos homens de negócios, onerosos em seus ternos engravatanto, não precisam vender, entregar, montar. Só comprar… Os homens de ternos, e gravatas.

Tem um lado bom: não calculei mais o tempo que tenho para dormir. Não me importa, não vou conseguir mais. Não janto, não tomo banho, não durmo. O quarto cheio de ar está vazio, escuro. Eu, deitado, olhos fechados, comemoro outro aniversário. Parabéns, Vinícius.



Fora de contexto by Eduardo Simões
23 março, 2007, 3:18 pm
Filed under: Eduardo Simões, falta de Estado, política, sociedade

Já tem gente que vai dizer que, na escola direitista de 0 a 10, eu passaei dos 8,75 para 9, imitando o conservadorismo do Copom de 0,25 ponto percentual. Mas é o seguinte, para mim a linha entre o “tá com desejo sexual estupra, mas não mata” do Maluf e o “o sexo é uma necessidade orgânica” do Lula é muito tênue;

Não é a mesma coisa, concordo, mas se aproxima muito, e o que mais me impressiona é que a declaração não atraiu para si 50 por cento do ódio do comentário malufista ou 25 por cento da indignação dirigida ao sociólogo que disser ter o pé na cozinha.

De todo jeito, isso é outra história. Voltando à vaca fria, imagina o dia que um advogado se levantar perante um tribunal e dizer. “Ora, meretíssimo, o meu cliente realmente violentou a vítima, mas há de se atenuar sua sentença, afinal o sexo é uma necessidade orgânica”.

Isso sem contar que o comentário presidencial isoladamente tem um tom de “liberou geral” ao qual eu já me referi indiretamente no polêmico post anterior das camisinhas –polêmico não tanto pela camisinha, mas enfim.

Quer dizer, como é uma necessidade orgânica, o que se pode fazer a respeito, não é mesmo? É a mesma coisa que ir ao banheiro, comer, dormir, todas necessidades orgânicas, a gente não controla, tem que ir lá e fazer, pronto.

Mas não vamos cometer injustiças como as cometidas por várias vezes anteriores. Não vamos tirar as frases do contexto, mesmo que isoladamente elas pareçam enormes absurdos Isso atrapalharia a “evolução na qualidade da massa encefálica que temos dentro do cérebro”.

Não vamos, como da vez do aposentado vagabundo, falar só da parte infeliz do discurso presidencial. Afinal, não sei o que é pior, chamá-los de vagabundos ou fazer idosos de 90 anos pegarem fila para recadastramento, enfim.

Em seu discurso, Lula defendeu também a necessidade de educação sexual, também apoiada por esse que vos fala, e disse que ela “deveria ser dada dentro de casa, que deveria ser dada na escola, que deveria ser dada na televisão, que deveria ser dada no rádio”.

De acordo excelência, muito melhor do que distribuir camisinhas a granel nas escolas não? Mais eficaz pelo menos?

Estão vendo? Devo ter caído uns 0,25 ponto na escala direitista agora que concordei em alguma coisa com o Lula. Quanto a história da “necessidade orgânica”, o presidente foi infeliz e podia ter ido dormir sem essa. Igual o sociólogo dos aposentados vagabundos. Falar bobagem todo mundo fala, uns mais, uns menos, mas quando o presidente fala, a turma pega no pé, com razão.



Nossos pequenos grandes feitos by Gerson Freitas Jr.
21 março, 2007, 3:10 pm
Filed under: escrever, Gerson Freitas Jr., jornalismo

Nesses meus teimosos dias dedicados a revirar gavetas do passado distante, das primeiras memórias, comecei a agrupar alguns arquivos em uma pasta a que carinhosamente chamei de “pequenos grandes feitos”.

Lá deixei alguns momentos em que, por uma razão ou por outra, me senti mais forte, mais alto, de peito cheio e ego suspenso. São momentos de glória, únicos, dos que marcam e por vezes transformaram. Com um dos raros dias em que salvei o time de futebol, as sempre impecáveis participações teatrais ou os recitais de natal em que tanto me destacara.

Alguns 10 dos quais não consigo esquecer, seguidos de rasgados elogios da professora e olhares invejosos querendo devorar aquele pequeno ser de óculos que, queria voltar lá e ver, devia exprimir um sorrisinho vaidoso e, por que não dizer, arrogante diante de seus frustrados colegas. Pequenos grandes feitos!

Inevitavelmente, diga-se, surgiram também os “pequenos grandes fracassos”, momentos dos quais e nos quais senti vergonha, quis fazer a terra abrir e me enterrar. E, posso garantir ao caro leitor, foram muito superiores aos de glória, pelo que desisto aqui de enumerá-los. Além do mais, não são eles o assunto de hoje.

Naqueles tenros momentos, ainda não conhecia o significado da palavra relevância e, de carona, seu antônimo. Não, aqueles fatos que tanto me orgulhavam não eram irrelevantes. Tal preocupação viria a surgir nos anos seguintes, quando nos contaminamos do idealismo colegial, quando acreditamos que podemos de alguma forma mudar o mundo, contaminando as pessoas com nossos sonhos e nosso trabalho.  

Aí escalamos montanhas, atravessamos o céu e mar, descobrimos novos planetas, pisamos na Lua e terminamos com a pergunta que resume bem o cinismo dos nossos tempos: e daí, para quê serve isso tudo?

O homem, ser finito, de limitadas possibilidades, se vê cercado por infinidades, no macro e no micro, na ciência e na filosofia, de modo que se vê nadando e atravessando os tempos sem que vá de verdade ao longe. E é isso que torna tão árdua e enfadonha a existência humana sobre a terra. Nos vemos, a despeito de todo o avanço de que tanto nos orgulhamos, cercados pelos mesmos problemas que aprisionaram o homem pelos séculos: guerra, dominação, pobreza, fome, doença. De forma que todos os grandes feitos do homem são tão pequenos quanto os eram aqueles que marcaram nossas infâncias.

A diferença é que não temos mais 10 anos, nós queremos mudar o mundo, nós queremos que as pessoas nos leiam, nos entendam e, de certa forme, reajam. Pretensão inútil! Talvez queiramos ainda mudar a nós mesmos, mas nem mesmo esse grande pequeno feito tenhamos conseguido, e isso resume nosso mar de incompletudes.

Não significa que devamos parar o que começamos, enterrar os sonhos, aposentar as canetas e assistir incólumes ao andar da imensa carruagem que nos guia.

De minha parte, sigo a corrida e canto, resignado, após cada pequeno grande feito: “I still haven’t found What I’m looking for…”



Falta de atualização? A culpa é sua by vinacherobino
20 março, 2007, 6:32 pm
Filed under: internet, jornalismo, saber a hora de parar, sociedade, Vinícius Cherobino

Faz algum tempo apareci com o papinho de que isso nunca tinha me acontecido antes, que estava envergonhado e tralálá. Mas como aconteceu novamente -outra segunda em que Vinícius Cherobino dá as caras, mas não traz textos- acabou-se meu álibi. Portanto, vai a verdade (pare de ler se for chorar): Leitor, a culpa é sua!

Portanto, parei. Quase que pingo uma exclamação, mas ficaria ululante demais. Parei por sua causa, leitor. É isso mesmo. Leitor, minha cara entidade misteriosa que me lê (o ótimo é que eu tenho relatórios que comprovam que ele me lê, a entidade), você não entende porra nenhuma do que eu escrevo. Nunca. É impressionante, leitor, porra nenhuma!

Tento alertar sobre o absurdo, falar da festa que estão fazendo com o sangue de um pobre menininho que já havia se espalhado o suficiente pelas ruas. Mas não! Acharam que a tal revolução que eu propunha era verdadeira, que –no final- a Voz era eu. Não era. A Voz era a Veja, a voz da classe média revoltada e pronta para se indignar, reclamar do governo e esquecer. Ironizei a espera nas portarias, o afã de atender os celulares, falei do nojo de ir para o mesmo lugar de protesto que os proletários. E aí? Aí nada, você – Leitor- nem viu. E toca mais uma leva de políticos po(u)sando do lado dos pobres pais e outra indignação que –notaram?- já passou.

Tá certo que meu texto não é dos mais quadrados, respeitadores aos valores defendidos por tantos e tantos adoradores da micagem que é a sintaxe padrão do Brasil (esses putos nunca se deram o trabalho de estudar como isso foi formado. IDIOTAS capitais). Guardo isso para minhas obrigações profissionais de gravata e café ao lado do teclado. Quando escrevo para cá, leitor, dominiopublicamente falando, é pra colocar o que eu penso. Introduzir as minhas opiniões. Penetrar meus questionamentos. Foder com o acordo. Rir e chorar.

Mas não… Não é só blogar no deserto. É escrever e não entenderem porra nenhuma. Falei da primeira vez em que andei (e caí) de bicicleta. O que leram? A minha primeira experiência naquele veículo que fez tantas infâncias felizes. Porra, não tava falando só disso. Leitor, lê de novo. Tava falando também de pé na bunda, de sexo, de sofrimento, de relacionamento. Porra, escuridão úmida não tá claro o suficiente???

Leitor, caralho, presta atenção. Não caia em tudo do que estão te dizendo, porra. Um ponto de exclamação pode ser, também, um pinto. Pense nisso!

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