Domínio Público


Como calar a “garganta profunda” virtual
19 fevereiro, 2008, 1:51 am
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Por Daniela Moreira

O título não se refere a um site pornográfico censurado. Trata-se do Wikileaks.org, onde, até esta segunda-feira, era possível publicar anonimamente documentos sigilosos – ou seja, bancar o “garganta profunda por um dia” sem deixar rastros virtuais.Um tribunal da Califórnia acabou com a folia, determinando o fechamento do site nos Estados Unidos. O motivo: o site foi responsável por vazar documentos que denunciavam supostas operações de lavagem de dinheiro e evasão de impostos praticadas pelo banco suíço Julius Baer via Ilhas Cayman.

Antes da pendenga legal, o site foi responsável, entre outras coisas, pela publicação de documentos que embasaram denúncias de operações do exército norte-americano para perseguir terroristas iraquianos atravessando as fronteiras com a Síria e o Irã e revelaram políticas da prisão de Guantanamo que impediam o contato dos prisioneiros com representantes da Cruz Vermelha – ambos casos reportados pelo New York Times.

A Wikileaks se define como “uma Wikipedia sem censura para vazamento e análise de documentos”. O objetivo principal, segundo o próprio site, é denunciar “regimes opressivos na Ásia, ex-bloco soviético, África Subsahariana e Oriente Médio”, mas o Wikileaks também se presta a revelar “comportamento antiético de governos e corporações” localizadas em qualquer região.

O real objetivo por trás do site já foi questionado por detratores, assim como sua real capacidade de garantir a segurança e a privacidade dos informantes anônimos. Críticos apontaram ainda que o site poderia sim ser usado para o bem, mas também estaria à disposição do mal – poderia, por exemplo, ser usado para divulgar informações falsas ou de interesse próprio (parênteses para um argumento complicado: não seria essa a natureza ambígua da própria internet???).

Enfim, o banco reclamou, a Justiça acatou e o site saiu do ar. Bem, não exatamente.

Sem entrar no mérito pra lá de questionável do processo que decidiu calar a “garganta profunda virtual” (em plena terra da primeira emenda), na prática, a decisão será difícil de vingar.

Além das versões belga e alemã do site, que continuam no ar, o Wikileaks já tem espelhos e backup em arquivo torrent, informou John Paczkowski – que classificou o processo como uma tentativa de “tirar o xixi da piscina” –, no blog All Things Digital.

O recado é claro: não dá para fechar a web.

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TV digital? E daí?
3 dezembro, 2007, 12:58 pm
Filed under: Daniela Moreira | Tags: , ,

Por Daniela Moreira

Do lado de lá da calçada, a turma debochava de qualquer figurão que cruzasse o tapete vermelho para embarcar no seu importado ou em um dos táxis que rondavam a bela e iluminada Sala São Paulo, plantada bem no meio de uma das regiões menos freqüentadas por gente desta estirpe, o centro de São Paulo.

Foi lá que nasceu oficialmente a tal da TV digital – essa era a razão da solenidade que atraiu ministros e até o presidente (em dia de rebaixamento do seu timão, vejam só que tristeza…).

Lá dentro, Lula falava em recursos de 1 bilhão de reais para tornar os conversores mais baratos, levar a TV digital à todos os lares, afinal “a TV é uma grande praça, onde todos os brasileiros se encontram”.

Apoiados na grade que isolava as celebridades que desfilavam seus ternos alinhados e vestidos um pouco exagerados para a ocasião, do lado de fora, os brasileiros avacalhavam quem passasse na frente, não perdoavam um.

– Aeee, bonitão, olha pra mim, eu também sou artista!

Alguns ganhavam aplausos e assovios. Outros, sonoras vaias.

Enquanto esperava o meu táxi, o primeiro impulso foi atravessar o tapete vermelho e perguntar pro pessoal o que eles achavam dessa história de TV digital, se o conversor é mesmo um absurdo de caro, como cansou de falar o ministro Hélio Costa, ou se eles pretendiam mesmo pagar as contas pela TV, como sugeriu a ministra Dilma Roussef.

E, afinal, como eles se sentiam ali do lado de fora da grande festa do nascimento da TV digital, sem prosecco nem fois grass, sem TV LCD de alta definição pra assistir Piratas do Caribe em “high definition” na Globo, excluídos digitalmente até da TV.

Ensaiei um passo à frente, com a câmera na mão, mas um grito “aeee, repórter gostosa” me desencorajou. Olhei pro meu taieur preto, pro meu sapato de bico fino e a câmera digital a tiracolo e me toquei que estava do lado errado da calçada.

Quanto à TV digital, suspeito que eles não estavam nem aí pra ela – assim como ela não estava nem aí pra eles.



Respostas
28 agosto, 2007, 6:49 pm
Filed under: Daniela Moreira, direitos humanos, internet

Por Daniela Moreira

Larry Page e Sergey Brin não ouviram meu apelo, mas Carlos Felix Ximenes, diretor de comunicação do Google Brasil deu uma entrevista para o IDG Now! com algumas respostas às indagações do post passado. Pelo bem da imparcialidade neste Domínio, aqui vai um resumo das principais:

Sobre os links patrocinados em comunidades criminosas: “Vamos reavaliar a ferramenta, pois a idéia é que os anúncios só apareçam em comunidades relevantes e com conteúdos apropriados”. Por enquanto, o sistema, que estava em fase de testes, foi tirado do ar.

Sobre o combate aos crimes na rede: “Temos feitos todos os esforços possíveis. É uma questão que nos aflige moralmente”. De acordo com Ximenes, o Google emprega mais de 80 profissionais que falam português nos Estados Unidos para monitorar o Orkut e comunidades e perfis denunciados não ficam mais de 48 horas no ar.

Sobre os números de páginas criminosas: “É claro que nenhum número é satisfatório, tem que ser zero”. O Google diz, contudo, que os dados da Safernet são discrepantes com seus próprios – embora não tenha apresentado dados para rebater os da ONG até o fechamento deste post.

Sobre a não-responsabilização do Google Brasil no processo: Segundo o executivo, a subsidiária brasileira deve passar a fazer o meio de campo, atendendo uma demanda de longa data do Ministério Público Federal em São Paulo. “É o caminho natural”.

No mais, tenho que confessar que o porta-voz, que confessou ter filhos pequenos, me pareceu deveras tocado com a questão e concordou com a indignação da repórter que vos fala.

Ficaremos atentos aos próximos capítulos da novela.



Espaço em branco
23 agosto, 2007, 2:48 am
Filed under: Daniela Moreira, direitos humanos, internet

Por Daniela Moreira

Digite no espaço em branco: Andrômeda. Vupt. Num vôo suave você percorre a imensidão do espaço e se desloca anos-luz da Terra, até o ponto exato onde está localizada a constelação, logo ali ao lado de Pégasus.

É o Google Sky, mais uma cortesia da empresa do simpático logotipo de bolinhas coloridas, que nos brindou com algumas das invenções mais bacanas dos últimos tempos – a começar por aquela página toda em branco, com uma simples caixinha no meio, capaz de responder todas as suas perguntas, e que revolucionou a forma como 9,9 em cada dez seres humanos “conectados” se relacionam com todo e qualquer tipo de informação no seu dia.

Se pudesse digitar ali naquele espaço em branco uma única pergunta endereçada não aos tais robozinhos treinados para trazer sempre as melhores respostas – ou as mais convenientes -, mas aos dois garotos brilhantes que estão por trás dessa invenção genial que mudou tão radicalmente o sentido da expressão “navegar”, a pergunta seria “por quê?”.

Por que é tão fácil mapear todo o globo, com seus 6 bilhões de ocupantes, para falar só da vida humana, e – não satisfeitos – todo o espaço sideral, que sabe-se lá quanta vida abriga, mas ao mesmo tempo é tão difícil dar conta de um universo de pouco mais de 68 milhões de faces virtuais, cada qual com seu endereço IP, o cordão umbilical que liga o perispirito digital à gente de carne osso?

Por que, se o mapa está ali a dois ou três cliques, e se é possível até ver de perto o Cristo Redentor – uma das sete novas maravilhas do mundo moderno -, se até na terra da garoa vocês estiveram, vestindo a camisa da seleção canarinho e tudo, é tão difícil olhar por um instante para este país de dimensões continentais, onde a sua corporação de 161 bilhões de dólares, não por acaso, fincou bandeira em expedição comercial?

Por que é mais simples colocar a Lua, Marte, Vênus, sem contar 100 milhões de estrelas e 200 milhões de galáxias dentro dos nossos computadores do que responder a 233 apelos para prender gente da pior espécie, que estupra crianças de dois, três anos de idade, tortura animais a sangue frio e promove toda sorte de atos inescrupulosos, impiedosos e indignos de pertencer à categoria humana, e que anda livre por esse microcosmo que vocês brincaram de inventar?

Por que uma companhia que tem como filosofia “you can make money without doing evil” e que fatura 10 bilhões de dólares ao ano, precisa exibir links patrocinados de pet shops em comunidades de violência contra animais e propaganda de sexo barato em comunidades pedófilas?

Por que se, enquanto seres humanos, não somos dignos de um minuto da sua atenção, nem ao menos como estatística (potenciais clientes, para falar a língua dos cifrões) – 33 milhões de internautas, com recorde absoluto em horas navegadas, à frente dos norte-americanos, dos europeus ocidentais e até dos japoneses – merecemos ser ouvidos?

Finalmente, por que vocês – que colocam o universo ao alcance do nosso mouse – pensam que somos estúpidos o suficiente para acreditar que não há meios para impedir que conteúdos como estes sejam barrados, ou que somos ingênuos o suficiente para achar que alguém realmente está tentando?

Está certo, não é uma única pergunta. São muitas. Mas para quem supostamente tem todas as respostas, não deveria ser tão difícil dignar-se a dar uma ou outra de vez em quando.

Nota de rodapé: De janeiro de 2006 a julho deste ano, a ONG Safernet registrou 46 mil páginas brasileiras na internet acusadas de prática de crimes contra os direitos humanos, sendo que 94% delas estão no Orkut, rede social do Google. Quatro em cada dez destas páginas trazem conteúdo de pornografia infantil.

Há mais de dois anos, o Ministério Público Federal tenta obter a quebra de sigilo dos perfis e comunidades criminosas no Orkut sem sucesso. Embora o Google tenha subsidiária constituída no País, as informações devem ser solicitadas à matriz da empresa nos Estados Unidos, que freqüentemente envia dados incompletos e insuficientes, e falha em preservar registros, segundo o MPF.

De acordo com a sua assessoria de imprensa, o Google não se pronuncia sobre o assunto.



Saia justa
16 agosto, 2007, 3:29 pm
Filed under: comportamento, Daniela Moreira

Por Daniela Moreira

É o pesadelo de qualquer pai. Posso imaginar o sujeito chegando para a sua filinha de quatro anos para tomar sua boneca preferida.

– Então, filinha, a Rebeca vai ter que ir embora.

– Pra onde, papai?

– É que ela está doente e vai ter que ir pro hospital dos brinquedos – como explicar para uma criança de quatro anos o que é um recall – ainda por cima de briquedos?

A menina examina a boneca de todos os ângulos. Não se convence.

– Não tá não.

O pai muda de estratégia e resolve empurrar a explicação oficial.

– Filha, sabe as roupinhas, os chapeuzinhos e os sapatinhos da Rebeca? O pessoal que faz eles descobriu que eles podem machucar você.

– Mentira. A Rebeca nunca ia me machucar. Ela é minha amiga.

– É verdade, saiu até no jornal.

– Mas você sempre fala que o jornal só diz mentira.

– Mas nesse caso é verdade.

– Não. A Rebeca é minha. O Papai Noel que trouxe pra mim.

– Vamos fazer o seguinte: o papai compra outra pra você. Que tal?

– Não, eu gosto da Rebeca.

– Outra Rebeca, igualzinha.

– Não quero outra Rebeca. Quero essa Rebeca.

Sem opções, o pai confisca a boneca e ouve-se berreiro. Tirar brinquedo de criança é canalhice da grossa.



Meu primeiro acidente de avião
20 julho, 2007, 6:18 pm
Filed under: Daniela Moreira

Era um dia de semana – lembro-me porque estava de uniforme azul royal, largada à sala, enrolando para fazer a lição de casa, como era de hábito naquela época. Tenho a sensação de que estava ao computador, mas não é bem uma certeza, embora meu pai tenha sido um dos primeiros a sucumbir aos encantos da maravilha digital.

De qualquer forma, estava fazendo qualquer outra coisa quando a trágica vinheta do Plantão da Globo, consagrada como single fúnebre – toda vez que toca, é porque alguém morreu – chamou minha atenção. Daquela vez eram 99. Era o Fokker 100 da TAM que tinha se espatifado no meio da vizinhança residencial que cerca o aeroporto de Congonhas, não muito longe da minha casa.

Não era a notícia propriamente dita – o acidente fora pela manhã, e se não me falha a memória, já na escola ficamos sabendo da fatalidade. Era uma lista. A lista de passageiros. À medida que a pessoa na TV lia os nomes uma a um, senti a garganta apertar e desabei a chorar, sozinha na sala.

Até hoje não sei direito o que foi. Acho que talvez tenha sido a primeira vez que tive a consciência da morte assim em bloco, em massa. Não que eu nunca tivesse ouvido falar em grandes tragédias, catástrofes e genocídios. Aos 15 anos, também já sabia que morria muito mais gente “a granel”, no trânsito, no dia-a-dia, pelas mãos da guerra urbana, do que nos desastres de avião. Mas ouvir os nomes repetidos um após o outro – e não apenas um número preciso, exato – me tocou de uma forma que nenhuma notícia antes tinha tocado.

Muitos anos e muitas tragédias depois, recebi a notícia do acidente com o Airbus, nesta semana, sem muito sobressalto, confesso. Em meio a um grupo de estudo, em uma quase deserta USP, a voz ao celular me informava que um avião tinha cruzado a avenida Washington Luiz – ponto de passagem no meu caminho de volta pra casa – e atingido um depósito da TAM.

– Alguém se machucou?, perguntei.

– Claro, a voz respondeu. Provavelmente ninguém sobreviveu.

Relatei o ocorrido aos colegas e, menos de dois minutos depois, voltamos aos infindáveis textos que ainda tínhamos que revisar para a prova do dia seguinte. Ao sair, mudei de caminho, tomando o cuidado de evitar a rota da colisão.

Em casa, liguei imediatamente o computador e comecei a navegar pelas capas dos principais portais na internet. Infográficos explicando a mecânica do acidente, fotos e comentários enviados por usuários, as primeiras hipóteses precipitadas sobre as causas do acidente, as providências do governo – tudo muito bem organizado, avaliei.

Desliguei o computador e deitei na cama, acompanhando a edição do Jornal da Globo inteiramente dedicada ao desastre – as mesmas informações em um pacote novo, audiovisual. Imagens áreas e terrestres do local do acidente, de vários ângulos, entradas ao vivo dos repórteres com chamas e cauda do avião com o logo da TAM ao fundo e os primeiros takes dos parentes consternados.

Tudo corria bem, até que lá para o final da edição um sóbrio William Waack sacou a lista com a confirmação dos primeiros nomes das vítimas. Eram poucos, seis ou sete, se não me engano, os primeiros em ordem alfabética.

Ao ouvi-lo pronunciando os nomes, um a um, com um silêncio impenetrável ao fundo, senti de novo aquele nó na garganta – o mesmo daquela tarde em 1996. Sozinha no meu quarto, desabei a chorar.



Nada de novo no front
22 junho, 2007, 5:10 pm
Filed under: Daniela Moreira, jornalismo

Impaciente, ela rói um pãozinho de queijo sem-vergonha – os coffe breaks eram muito melhores na época das privatizações – e dá um gole no café preto, um gosto amargo na boca – sim, é preciso manter o peso, mas com adoçante é ruim de mais… Olha para o relógio e se irrita. Por que marcam a porcaria da coletiva de imprensa às 10h30 se só vai começar às 11h mesmo? Pensa consigo que é a última vez que chega no horário.

Senta na primeira fila – sentar é sempre uma vantagem para quem tem que calçar plataforma para atingir uma altura minimamente respeitável. De lá, poderá, mesmo com seu 1 metro e 57, traçar sua estratégia de ataque. Armada com seu bloco, sua caneta e seus óculos de armação de tartaruga, prepara a artilharia pesada.

Não, ela não vai perdoar nenhum vacilo, nenhuma frase mal amarrada, nenhum número mal explicado. Vai cair matando. “É hoje que aquela invejosa da Paula vai aprender quem entende pra valer dessa parada”. Os porta-vozes, malditos, que se cuidem. Vai espremer até a última gota do seu sangue imprestável.

Vão chegando as coleguinhas. Cumprimenta uma, duas, três, com beijinhos estalados no rosto. “Elas não perdem por esperar…”. Forma-se a mesa. Estão todos lá, os inimigos, lado a lado, prontos para serem abatidos.

De repente a relações públicas se levanta e faz a abertura. Repete, quase palavra por palavra o teor do e-mail convite: empresa tal anuncia o serviço tal com o objetivo de dobrar seus lucros e crescer 100% sua presença na região tal. Blá, blá, blá. Mas eles não perdem por esperar. É só uma questão de tempo.

Quinze minutos de papo-furado do vice-presidente e ela não se contém. Não vai esperar mais nenhum minuto. Vai quebrar tudo. “Fulano, afinal de contas, vocês são contra ou a favor das políticas governamentais para o setor?”. O estagiário sentado na cadeira ao lado não entende nada… Não era um serviço sem importância que estava sendo divulgado ali? De onde surgiu a explosão de fúria da colega ao lado? Pensa que precisa se empenhar mais em compreender o setor, deve estar por fora mesmo.

Surpreendido pelo tom agressivo da pergunta, quase uma ameaça de morte, o executivo balbucia alguma coisa. “Bem, ainda há um longo caminho a percorrer, mas estamos em um caminho interessante, e mais blá, blá blá”. E com um sorriso irônico no lábio, olhar de soslaio pra coleguinhas nas cadeiras ao lado, ela conseguiu sua manchete: “Empresa ataca governo e diz que mudanças são lentas e insuficientes”.

Quase como nos velhos tempos, dos escândalos das privatizações. Quase lá. Seu rosto agora brilha. Para as coleguinhas ao lado, invejosas de sua bravura, que agora também metralham o gorducho de paletó acuado na mesa – cada palavra pode render uma manchete, justificativas, repreensão da matriz, tudo perdido. Brilha para o estagiário, agora ainda mais confuso, sentindo-se menos um foca uma coletiva de imprensa e mais um recruta perdido em uma zona de combate, onde coronéis velhos disputam condecorações por bravura (ou braveza) e exibem suas patentes pomposos, orgulhosos de seus anos de estrada, do seu traquejo, sua malícia para conseguirem tudo que querem.

Mais um dia de emoção no front, mais uma manchete, mais uma notícia. Sim, é só botar os velhacos na parede que eles abrem o bico e soltam a notícia do dia. Cheia de si, ela levanta e segue feliz para a redação. Tarefa cumprida. Acabamos com eles!