Domínio Público


Mais uma… by Eduardo Simões
3 março, 2008, 10:55 pm
Filed under: Eduardo Simões, Eleição norte-americana

…incontestável prova de que a eleição presidencial norte-americana é muito mais divertida que a brasileira.

http://br.youtube.com/watch?v=7iZ0Ae3gODk



E não é que o Chuck está mesmo nas propagandas by Eduardo Simões
8 fevereiro, 2008, 1:49 am
Filed under: Eduardo Simões, Eleição norte-americana

Essa é boa. Eu juro que não sabia desse anúncio do Huckabee antes de escrever o post anterior.

http://www.youtube.com/watch?v=MDUQW8LUMs8

Pena que não sei colocar aquela imagem do Youtube para vocês clicarem direto.



Chuck Norris para presidente do Mundo Livre by Gerson Freitas Jr.
1 fevereiro, 2008, 2:00 pm
Filed under: democracia, Eduardo Simões, Eleição norte-americana, eleições

Por Eduardo Simões

Seria um bom slogan: “Chuck Norris para presidente do Mundo Livre”. Sem sombra de dúvida uma candidatura à qual somente Macgyver ou Rambo poderiam fazer frente. Mas em vez disso, Chuck preferiu a modéstia e resolveu apoiar para presidente dos Estados Unidos, ou líder do Mundo Livre, um republicano sem chances de receber a indicação do –vejam só– partido vermelho norte-americano.

Com essa decisão, Chuck colocou no limbo os sonhos do “Prefeito da América” Rudy Giuliani de chegar à Casa Branca. Imaginem uma propaganda na TV com Chuck e Rudy saindo triunfantes dos escombros do World Trade Center carregando em conjunto a cabeça decepada de Osama Bin Laden. Seria o golpe final em qualquer sonho democrata de chefiar a maior potência do mundo.

Mas Chuck Norris não é mais o mesmo. Em vez disso escolheu o ultra-religioso ex-governador do Arkansas Mike Huckabee para apoiar. Resultado: nem Rudy nem Mike, o partido vermelho dos EUA caminha para indicar como seu candidato um ex-prisioneiro de guerra do Vietnã, o septuagenário John McCain, que já recebeu o apoio do Prefeito da América, mas ainda espera pelo apoio de Chuck.

Enquanto aguarda ansiosamente a oportunidade de levar as lembranças das torturas sofridas nas mãos dos “porcos comunistas” ao Salão Oval, McCain, que aparentemente não é o dono da marca de batatas fritas, já coloca no bolso o apoio de outro “Durão da América”. Sim, senhoras e senhores, Arnold “O Exterminador” Schwarzenegger vem aí. Com um apoio desses McCain pode até dispensar Chuck Norris e já tem até mesmo seu discurso preparado para uma eventual derrota: “I’ll be back!”

Enquanto McCain tem pelo seu caminho somente o ex-governador de Massachusetts Mitt “eu só tenho apoio da minha fortuna pessoal” Romney, a briga democrata é bem mais divertida, principalmente depois da desistência do ex-senador norte-carolino John Edwards. De um lado do ringue, senhoras e senhores, a ex-primeira-dama que entende as necessidades carnais de seu marido Hillary Rodham Clinton. De outro, o senador filho de queniano com sobrenome de ditador do Oriente Médio Barack Hussein Obama.

Isso significa que, em se confirmando a vitória de McCain pelo lado do partido vermelho, a eleição de novembro para presidente do mundo terá um resultado histórico. Se Hillary vencer, será a primeira mulher a comandar o planeta. Festa feminista. Sutiãs às fogueiras! Se McCain vencer, será o homem mais velho a ser eleito para um primeiro mandato na Casa Branca. Festa nas clínicas geriátricas de todo o mundo. No caso de uma vitória de Obama, pela primeira vez na história um negro estará à frente da maior potência mundial. No além Martin Luther King Jr e Malcom X certamente celebrarão.

Enquanto isso, nós aqui no quintal deles, na parte debaixo do continente, tentamos entender uma eleição como nunca antes se viu na história daquele país. Tentamos entender por que o partido mais à direita, o republicano, é o vermelho, enquanto por aqui a cor é (ou era) mais identificada com os canhotos. Tentamos entender porque os liberais e os democratas de lá são considerados os mais esquerdistas, enquanto aqui a Frente Liberal, agora Democratas, é vista como conservadora. Mas espera aí. Não são os vermelhos de lá -os republicanos- que vivem brigando para saber qual deles tem mais “credenciais conservadoras”?

Ficamos aqui, no Terceiro Mundo, agora mundo em desenvolvimento, tentando entender que tanto esses gringos falam de “founding fathers” nas eleições, enquanto em terras brasileiras o que mais influencia os pleitos são os “funding fathers”, que, apesar de sua inquestionável importância, são sempre jogados para debaixo do tapete do caixa dois e dos recursos não-contabilizados.

E que história é essa de disputa Estado a Estado pela indicação partidária? Por que eles não fazem como aqui, onde meia dúzia de caciques partidários se reúnem e simplesmente apontam os candidatos de cada legenda?

Mas deixemos as esquisitices desses gringos de lado, afinal, meus amigos, o Carnaval vem aí. E o que importa agora é ziriguidum e esquindô.



E Agora, George? by Eduardo Simões
17 janeiro, 2007, 3:03 pm
Filed under: Eduardo Simões, Eleição norte-americana, guerra, internacional, política

Imagine o seu Epaminondas. Pensando em conseguir dinheiro rápido para comprar um apartamento, ele colocou parte de suas economias em ações de uma única empresa que, dizia-se, tinha enorme potencial de crescimento. Não foi bem o que aconteceu, a companhia enfrentou dificuldades e, mesmo no longo prazo, o dinheiro de seu Epaminondas foi sumindo sem perspectiva de recuperação.

Agora vamos pensar no seu Noronha, um cara doido por pescaria. Certo fim de semana ele saiu para pescar. Três horas da manhã estava de pé, arrumou as coisas, entre elas um saco cheio de camarões para isca, e partiu animadíssimo para um local onde, segundo amigos, peixes enormes e ingênuos seriam presa fácil em seu anzol. Pode ou não ser azar de pescador, mas seu Noronha começou a desperdiçar isca atrás de isca com peixes de tamanho insignificante.

O que o bom senso manda seu Epaminondas fazer? Resgatar o que ainda lhe sobra enquanto é tempo. O que o bom senso manda seu Noronha fazer? Desistir da pesca fadada ao fracasso, colocar os camarões na geladeira para serem usados em um local realmente quente para o esporte ou num bobô.

Em vez disso, seu Epaminondas decide lançar mão de mais recursos e adquirir mais ações da tal empresa, vai na contramão do mercado. Em vez disso, seu Noronha corre ao armazém mais próximo, compra mais iscas e insiste na pescaria.

Eles estão errados? É bem provável, mas estavam apenas seguindo a lógica do líder do mundo livre. Ele mesmo, o homem que decide enviar mais 21.500 soldados ao Iraque, mesmo diante de uma guerra (lá vem uma redundância) equivocada e estúpida na qual seu país está –no popular– levando um couro.

Certamente foi inspirado nisso que seu Epaminondas decidiu torrar suas economias e seu Noronha decidiu lançar, em vão, camarões ao mar. Assim como Bush vai na contramão da lógica e do bom senso, os dois também decidiram nadar contra a correnteza.

Talvez o raciocínio do presidente do país mais poderoso do mundo seja mais simples. Se estamos perdendo, então vamos mandar reforços. Mas e se esses reforços não servirem? Se não forem o bastante? Mandaremos mais? Até quando? É isso que a “imensa” minoria de norte-americanos que ainda tem alguma crença no atual governo deve se perguntar todos os dias.

Mas, como dizem naquela divertida série mexicana: quem poderá nos defender?

Seria o senador filho de pai queniano que admitiu ter consumido maconha e cocaína na juventude ou a ex-primeira-dama traída? E do outro lado? Será que um colega de Bush pode resolver a situação? Se sim, seria o herói americano de setembro de 2001 ou o ex-prisioneiro de guerra no Vietnã?

Mas antes que isso seja resolvido pela decisão nem sempre sábia, aos olhos do resto do mundo, dos eleitores norte-americanos em 2008, a interrogação mais forte é: que saídas o texano que usou da influência da família para não servir no Vietnã vai inventar para sair do Iraque?

É quase consenso que, apesar de enforcamentos recheados de insultos e decapitações, ele não vai conseguir entregar um país harmonioso e pacífico e que a missão não será cumprida, como ele quis fazer acreditar após a queda de Saddam Hussein.

Parafraseando Drummond: E agora, George?