Domínio Público


Pássaro de vidro by vinacherobino
16 agosto, 2007, 12:27 pm
Filed under: ambição, comportamento, ecologia, escrever, mundo corporativo, Vinícius Cherobino

Ficamos presos aqui. Quatro grandes paredes vidradas do edifício de escritórios, localizado no centro comercial da ‘São Paulo Para Frente’ – a Vila Olímpia. Com suas ruas estreitas e carros grandes, seus pedestres gordos e calçadas reduzidas (algumas tem a lateral tão estreita que não cabem três de meu pé – calço 41 – frente a frente), o progresso nasceu à força na especulação imobiliária e na criação de um bairro chique.

Mas, por vezes, a natureza nos invade. Outro dia, entrou por aqui – não se sabe por onde – um pequeno animal voador. Uns disseram morcego, outros pardalzinho. Não sei, não vi o animal, só a reação. Comoção imensa e, extasiados, os funcionários voltaram a digitar no teclado em um ritmo frenético de yada, yada, yada.

Hoje, não conseguiu entrar. Um pássaro grande, marrom acho, bate as asas contra a janela, joga o peito estufado, quer passar o vidro refletor. Tanta gente querendo fugir…

E ele ficou lá na sua batalha individual uns tantos minutos. Alguém disse: ‘Tadinho’. Todas atenções matinais se voltaram. Yada, yada, pararam. Outra perguntou: “É beija-flor?”. Não.

Todos viraram, olhos no monitor, yada, yada, yada. Ninguém teve a dignidade de dizer foda-se.

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Nem Vavá, nem USP, nem Parada Gay by Eduardo Simões
13 junho, 2007, 2:45 pm
Filed under: dia-a-dia, Eduardo Simões, escrever, saco cheio

Pois é leitor que eu sequer sei se existe. Cá estou após duas semanas de ausência para receber minha justa punição e para dar minhas injustificáveis desculpas por abandoná-lo nesses 15 dias.

Faltei com minha obrigação de deixar aqui alguma reflexão, pensamento ou simplesmente algo sem a menor utilidade todas as quartas-feiras. Ocorre, prezado leitor, que minha credibilidade e minha criatividade estão tão em baixa que, esses dias, ao recomendar a um amigo o filme “Os Infiltrados”, recebi um olhar de desprezo, pois ele achou que eu estava a sugerir a ele um filme pornográfico na frente de sua namorada.

E olha que não abandonei você, leitor que eu sequer sei se existe, por falta de assunto. Podia falar da ocupação da USP, podia falar que essa história de esquerda e de direita é uma mentira, fruto da necessidade das pessoas de encontrarem rótulos. Poderia ainda dissertar sobre a má fase da minha Lusa, ou sobre o fato de, em meio à ebulição de protestos vivida pelo país, não haver sequer um que se levante contra as várias evidências de corrupção em todas as esferas da República. Podia dizer que não se fazem mais movimentos em prol do bem comum, como as Diretas Já, mas apenas movimentos em prol do bem das minorias. Coisas corporativistas.

Podia gerar polêmica e dizer que a Parada Gay devia sair da Paulista, ser acusado injustamente de homofobia só por defender que uma das principais vias públicas de São Paulo fique livre e desimpedida na volta de um feriado prolongado. Quem sabe poderiam até insinuar que sou um gay enrustido por defender que a Parada ocorra no Sambódromo.

Podia ainda falar do irmão do Lula, do compadre do Lula ou do amigo do compadre do Lula. Em vez disso, leitor que eu suponho existir, calei. Não publiquei, não discuti, não debati.

Talvez por receio que você confundisse “Os Infiltrados” com uma produção pornô barata, ou que achasse que, se for para reclamar do seu time, faça isso na barraca de bolinho de bacalhau em frente do Canindé, não na tela do meu computador.

A verdade, leitor virtual, a mais pura e inconfessável verdade, é que eu estava sem saco. Sentava para escrever e perdia a vontade. Sei lá se a culpa é sua, como disse um colega deste blog certa vez, ou se ela é minha. O fato é que vários fatores, a esmagadora maioria sem nenhum nexo com este Domínio, me deixaram de saco cheio. E quem pagou a conta (ou foi beneficiado) foi você, suposto leitor.

Pode considerar um desrespeito, pode me xingar. Eu mereço mesmo. Pelo menos eu fui sincero com você. Dizem que o mundo seria melhor se as pessoas fossem francas umas com as outras. Vai saber.



A revolução do outsourcing by vinacherobino

De repente, uma estimativa mostrou: parada a China, a produção dos Estados Unidos caia automaticamente em 40%. Por mais que o dado seja difícil de se comprovar, ele está bem próximo da sensação de quem trabalha próximo ao tema: tantas empresas estão indo para a terra da muralha (e para a terra do curry) que o capital não tem mais país. Só dono.

E os donos sacaram que é mais barato produzir na periferia. Toca fábricas na China, software houses na Índia, centros de desenvolvimento no Brasil, help desk na Romênia. Assim, sem nenhuma intenção benéfica (que só viria depois que o marketing sacou a tendência), o capitalismo levou dinheiro a partes que ele não chegava antes. Argumente-se que quem é dono assim continua, de fato, mas agora da nuvem de casas muito pobres em Bangalore (chamaríamos de favela), sobe uma agulha de vidro fumê de tecnologia. E tem gente trabalhando aí, gente que não teria um salário daqueles, mesmo sendo esse salário uma exploração danada nos padrões desenvolvidos.

Temos duas reações imediatas aí: Michael Moore encontra uma miríade de novas empresas para denunciar a saída das Flints da vida e rumando para uma, sei lá, Hortolândia. A segunda é que as montadoras japonesas começam a ter interesse em chegar a Botsuana, por exemplo. Imagina um toiotão rodando pelas ruas de Gaborone, rapaz, nas mãos de um filho de fazendeiro que foi estudar engenharia de sistemas??? É o progresso.

Ainda que alguma parte do que chega dos países desenvolvidos não seja exatamente um presente, coisas como essas e outras estão vindo. Inapelavelmente vão chegar junto com as fábricas, com as cargas de trabalho opressivas, com a construção do fenômeno individual e o consumismo. Está chegando junto a vontade de falar, de ouvir. E, malandro, não há acordo entre empresas de pesquisas e governos ditatoriais que segurem isso por muito tempo.

Não digo que os casos de assassinato de bebês meninas na China deixem de ser acontecer agora, mas as Olimpíadas estão aí. Junto com o pódio em ouro e prata e bronze e os anúncios de bolachas, quem sabe não chega também a responsabilidade social em um fabricante de TI que mantém as suas placas produzidas por chineses acorrentados. Ou relembrando os anos pós-1888… Vamos esperar e ver.



Nossos pequenos grandes feitos by Gerson Freitas Jr.
21 março, 2007, 3:10 pm
Filed under: escrever, Gerson Freitas Jr., jornalismo

Nesses meus teimosos dias dedicados a revirar gavetas do passado distante, das primeiras memórias, comecei a agrupar alguns arquivos em uma pasta a que carinhosamente chamei de “pequenos grandes feitos”.

Lá deixei alguns momentos em que, por uma razão ou por outra, me senti mais forte, mais alto, de peito cheio e ego suspenso. São momentos de glória, únicos, dos que marcam e por vezes transformaram. Com um dos raros dias em que salvei o time de futebol, as sempre impecáveis participações teatrais ou os recitais de natal em que tanto me destacara.

Alguns 10 dos quais não consigo esquecer, seguidos de rasgados elogios da professora e olhares invejosos querendo devorar aquele pequeno ser de óculos que, queria voltar lá e ver, devia exprimir um sorrisinho vaidoso e, por que não dizer, arrogante diante de seus frustrados colegas. Pequenos grandes feitos!

Inevitavelmente, diga-se, surgiram também os “pequenos grandes fracassos”, momentos dos quais e nos quais senti vergonha, quis fazer a terra abrir e me enterrar. E, posso garantir ao caro leitor, foram muito superiores aos de glória, pelo que desisto aqui de enumerá-los. Além do mais, não são eles o assunto de hoje.

Naqueles tenros momentos, ainda não conhecia o significado da palavra relevância e, de carona, seu antônimo. Não, aqueles fatos que tanto me orgulhavam não eram irrelevantes. Tal preocupação viria a surgir nos anos seguintes, quando nos contaminamos do idealismo colegial, quando acreditamos que podemos de alguma forma mudar o mundo, contaminando as pessoas com nossos sonhos e nosso trabalho.  

Aí escalamos montanhas, atravessamos o céu e mar, descobrimos novos planetas, pisamos na Lua e terminamos com a pergunta que resume bem o cinismo dos nossos tempos: e daí, para quê serve isso tudo?

O homem, ser finito, de limitadas possibilidades, se vê cercado por infinidades, no macro e no micro, na ciência e na filosofia, de modo que se vê nadando e atravessando os tempos sem que vá de verdade ao longe. E é isso que torna tão árdua e enfadonha a existência humana sobre a terra. Nos vemos, a despeito de todo o avanço de que tanto nos orgulhamos, cercados pelos mesmos problemas que aprisionaram o homem pelos séculos: guerra, dominação, pobreza, fome, doença. De forma que todos os grandes feitos do homem são tão pequenos quanto os eram aqueles que marcaram nossas infâncias.

A diferença é que não temos mais 10 anos, nós queremos mudar o mundo, nós queremos que as pessoas nos leiam, nos entendam e, de certa forme, reajam. Pretensão inútil! Talvez queiramos ainda mudar a nós mesmos, mas nem mesmo esse grande pequeno feito tenhamos conseguido, e isso resume nosso mar de incompletudes.

Não significa que devamos parar o que começamos, enterrar os sonhos, aposentar as canetas e assistir incólumes ao andar da imensa carruagem que nos guia.

De minha parte, sigo a corrida e canto, resignado, após cada pequeno grande feito: “I still haven’t found What I’m looking for…”



O primeiro palavrão que ouvi by vinacherobino

Foi o primeiro palavrão que marcou a minha vida. Tinha uns 10 anos. Estava no carro, com meu pai, e me assustei com a explosão. “baiano-filho-de-uma-puta”. É difícil escrever por que, com 10 anos, não lembro exatamente do que se falou. Mas lembro da força daquilo tudo e da frase que saiu em jorro. “baiano-filho-de-uma-puta”. Meu pai, puto ele, se revoltou com o que pode ter sido uma fechada, não lembro mais. “baiano-filho-de-uma-puta”. Lembro de ter perguntado como ele sabia que era baiano o outro motorista. “porque-só-tem-baiano-na-puta-de-merda-dessa-cidade”. Me enfiei calado no banco de trás. Com certeza, foi a primeira vez em que guardei um palavrão assim, de jorro.

Depois, perdi um pouco a conta. Porque, para mim, adorava o que os outros xingavam. Meus amigos também não deixavam por menos. “preto-de-merda”. Já meus professores, vacinados mais intelectualmente mais altivos, preferiam insinuar. “não-seja-tão-retardado-assim”. Cada um tinha seu estilo de jorrar, mas um ponto era comum: abriam belamente a boca como uma ágil cloaca e sentenciam. “viado-maldito”.

Em casa, sozinho, hoje sinto saudades disso. É mais difícil xingar em jorro, não sei bem fazer isso. Prefiro repetir. Da janela de casa, encaro a rua e espero inquieto. Passa um preto, “preto-de-merda”; um baiano (que pode ser qualquer cearense), “baiano-filho-de-uma-puta”; um viado, “viado-maldito”. Só não consigo usar as táticas dos professores, uma pena.

Não devia contar isso, mas um dia passou um travesti. Gritei: “você não é gente” e joguei um coco. Não foi a mesma coisa, mas um dia eu chego lá.



Por que o mundo precisa do Super-Homem by Gerson Freitas Jr.
6 março, 2007, 2:43 am
Filed under: escrever, Gerson Freitas Jr.

Ao lado de tão superiores façanhas, o rapazinho da Azinhagua só teria para apresentar a sua ascensão à ponta extrema do freixo de 20 metros, ou então, modestamente, mas de certo com maior prazer degustativo, as suas subidas à figueira do quintal, de manhã cedo, para colher os frutos ainda húmidos da orvalhada nocturna e sorver, como um pássaro guloso, a gota de mel quer surgia do interior deles. Pouca coisa, é verdade, mas é bem provável que o heróico vencedor do tiranossauro não fosse nem sequer capaz de apanhar uma lagartixa à mão”.  José Saramago

*** 

A leitura das belíssimas “Pequenas Memórias” obrigou-me o exercício de resgate da infância, mais distante dia após dia, de forma gradual, mas surpreendentemente rápida. Logo me vem à mente o garoto de cinco anos que um belo dia revelara a dúvida sobre a importância de cada olho. Por que um via melhor que o outro? A resposta: sete graus e meio de miopia no olho esquerdo e a apresentação dos óculos, que me acompanhariam por muitos anos mais e mudaria para sempre como me vejo e sinto.

Às vezes a gente pergunta demais, e a curiosidade infantil é muito inocente para entender isso. Mais do que curioso e, modéstia à parte, bastante inteligente, também era uma criança absurdamente introvertida e duas vezes mais desajeitada, completamente inapta para os esportes e para brincadeiras que exigissem alguma habilidade física. O tampão que usava na lente direita dos óculos, “para forçar o olho esquerdo a enxergar melhor”, apenas consagrava minha esquisitice.

Nas brincadeiras por vezes solitárias, gostava de fingir que era o Superman. Certamente, outras muitas crianças pretendiam e até hoje pretendem ser super-heróis americanos e não há nada de excepcional nisso. O que mais me chama a atenção é que o desejo de ser o homem de botas vermelhas passava antes pela identificação com o alter ego Clark Kent, que na versão de Richard Donner (1978) era tão atrapalhado, tímido e interiorano como eu me sentia – além de ser um quatro olhos, como eu. Mas, na realidade, o personagem eternizado por Christopher Reeve era o extremo oposto daquilo.

Talvez eu quisesse sê-lo também e, por isso, amarrava uma fralda de pano nas costas e pulava do sofá na esperança de voar por alguns metros que fossem. Até hoje me recordo de como sonhava, por noites e noites, que saltava do sofá e conseguia manter meus pés acima do nível do chão.

O bacana de ser criança é a freqüência com que sonhamos, dormindo e acordados. Sonhar é caminhar em um campo onde não há limitações de qualquer ordem, sejam físicas, culturais, mentais, socioeconômicas e temporais, em muito desconhecidas pelas crianças, um lugar onde os humanos se esquecem que são humanos.

O contraste entre Clark Kent e Superman sempre foi, para mim, o que torna esse super-herói realmente fascinante. Ele simboliza a diferença entre o que somos e o que queríamos ser: invulneráveis, imortais, rápidos, fortes e, é claro, voadores. E o que a ciência vem buscando desde sempre se não meios de realizar esses sonhos? Produzimos remédios que nos tornam resistentes a doenças e prolongam nossas vidas, fabricamos aviões que nos permitem voar a velocidades inalcançáveis por qualquer outro ser vivo e construímos as armas que tornam os homens mais fortes – infelizmente, diga-se.

Como criança, queria e imaginava fazer coisas incríveis. Queria ser um herói. Mas os anos passaram e levaram junto, uma a uma, as peças do quebra-cabeça desse sonho. No lugar, deixaram apenas uma realidade: os pés tocam o chão, ao contrário do que imaginava quando pulava do sofá com a fralda nas costas.

A gente amadurece com o tempo, presta vestibular, entra na faculdade, sai da faculdade, começa a trabalhar, recebe um salário, paga contas, consegue um aumento, arruma mais contas, assina um contrato e reduz todos os anseios anteriores à mediocridade de receber um salário bacana, comprar um carro e um apartamento, e ter os finais de semana livres para descansar e, quem sabe, ir ao Zôo – o grande ouro de tolo de Raul. O tiranossauro se transforma em uma inofensiva lagartixa.

Depois disso, restam as memórias. No ano passado, a Warner retomou a franquia e lançou seu “Superman Returns”, a que já devo ter assistido umas quatro ou cinco vezes. Apesar de algumas críticas dos que esperavam mais ação, é um filme belíssimo, com a maravilhosa trilha original de Jonh Williams, um cenário impecável, a reconstrução possível dos personagens – ou do personagem – que tanto marcaram a minha infância e a inquietante questão que garantira o Pulitzer a Lois Lane: “Por que o mundo não precisa do Superman”.

Pergunta que obviamente fica sem resposta pelo agora adulto de 24 anos, cujos olhos, observara a namorada, não pararam de brilhar (como nos tempos de infância) durante as mais de duas horas de projeção no cinema, período no qual uma voz insistia em recitar o livro dos conselhos: “Deixa-te levar pela criança que foste”.



Notas para uma revolução by vinacherobino

– Saiam todos de casa, juntos, e fiquem parados na porta (ou portaria).

Esse momento é bem importante e delicado, é quando nasce a revolução. Todo mundo em sua porta (ou portaria), guardião do seu lar, prontos para o nascimento gigantesco daquilo que está por vir. A polícia não teria como combater os cidadãos nesse momento. Há um limbo legal sobre a porta (ou portaria) ser legalmente a sua casa ou não. No questionamento, ganhamos corpo.

– Marchemos, unidos, andando em blocos.

A polícia estará desorientada, depois de tanto tempo que os confundimos com a estratégia do limbo jurídico. Temos corpo, somos massa, e, agora, marchamos. É importante que os líderes impeçam e proíbam as tentações de dispersão ao atender o celular (ou PDA), responder e-mails no blackberry ou mesmo de levar o tocador de músicas digitais. O caminho é direto e a caminhada é reta.

– Aglomeração total na sede da Veja.

Como líder de fato e direito da toda a nossa indignação, nos aproximamos calmamente e ordenadamente para ouvir A Voz. Nada de se organizar no MASP ou no Sambódromo, o caminho tem que ser direcionado a sede para ouvir A Voz. Com as ordens de lá, que serão detalhadas a seguir, continuamos.

Nota aos organizadores: É preciso avaliar cuidadosamente o solo. Caso a aglomeração passe dos 500 mil, a marginal pode ter o buraco reaberto e São Paulo toda vai entrar numa entropia iniciada no prédio da Abril que consumirá a cidade.

– Marcha aos presídios

A diretoria já está definindo qual é o itinerário das visitas aos presídios. De qualquer forma, iniciamos o ataque pelo portão principal. A polícia, nesse momento, estará ao nosso lado (deu certo com o Coronel Dutra?) e vai fornecer as armas. Está definido: duas balas por preso; a primeira: na cabeça; a segunda: no peito. Os presídios femininos serão os últimos a serem visitados, antes será a vez das Febens.

– Reagrupamento na sede da Veja

Depois de visitar todos os presídios e casas de re-sociabilização, a massa volta para a sede da Veja para ouvir A Voz. A diretoria ainda está avaliando marchas similares para a Assembléia e Câmara, com subseqüente marcha à Brasília. Problemas de agenda, budget e de negociações colocam o tópico “on hold”. O comprometimento da polícia também está em aberto nessa questão.

Aguarde novas ordens.